Ansiedade afeta 8 em cada 10 cães, aponta estudo
84% dos cães apresentam sinais de ansiedade; atitudes vistas como birra podem indicar estresse sério, alerta especialista
Imagem gerada por IA e Revisada por André Delattre Sinais de comportamento evidencia que 8 a cada 10 cães são afetados por ansiedade. Circunstâncias como excesso de barulho, a chegada de um novo pet, mudanças na rotina e vizinhos com muitos animais podem prejudicar o bem-estar emocional dos cães.
Pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Texas A&M, indica que 84% dos cães possuem sinais de ansiedade, atitudes como latir em excesso, latir para a parede, andar em círculos, tentar morder a própria cauda e até tremores podem ser sinais claros de sofrimento emocional.
A professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Rafaela Barbosa, alega que comportamentos interpretados como “birra”, podem ser sinais sérios de estresse.
“Quando o cão evita contato visual, destruição de objetos, comportamento de fuga ou agressividade, é importante buscar ajuda e entender o que está provocando o estresse” diz professora
A veterinária recomenda que deve haver investigações nas alterações dos hábitos dos animais, pois sem acompanhamento adequado, o quadro de ansiedade pode se agravar e passar a surgir comportamentos compulsivos e agressivos.
Também foi dado sugestões em como providenciar a saúde dos pets em situações específicas, como em festas, onde soltam fogos de artifício. A estratégia sugerida é colocar algodão nos ouvidos, enrolar o pet sob uma toalha para dar sensação de segurança e manter uma postura calma.
A professora também recomenda que uma rotina equilibrada deve ser mantida para garantir uma boa qualidade de vida ao animal. “Passeios regulares, brincadeiras interativas e enriquecimento ambiental ajudam a reduzir o estresse”, afirma a veterinária. O ideal é fazer um rodízio de brinquedos, inserindo novidades para manter o animal entretido.
Diferentes Raças
Até o momento, não há evidências se uma raça específica tem uma tendência maior de ter ansiedade, mas segundo Rafaela, espécies como Shih-Tzu e Spitz Alemão podem ter um apego emocional muito intenso comparadas a outras espécies.
Ela também destacou que gatos são ainda mais vulneráveis às mudanças e que novas rotinas exige um cuidado ainda maior.
“Na medicina felina, a alteração de hábitos pode desencadear problemas urinários, inclusive casos graves, como obstrução uretral” conclui




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