Escalada no Leste Europeu reacende temor de incidente nuclear
Riscos, abusos e desinformação marcam controle russo de usinas nucleares
Imagem ilustrativa criada por IA e revisada por João Delattre A escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia reacende o temor de um incidente nuclear. A central de Zaporizhzhia, maior usina nuclear do mundo, localizada a sudeste da Ucrânia, é hoje ocupada pelo exército russo que tem instalado equipamentos bélicos no local, o que representa perigo de desastres radioativos.
A Coordenadora do Greenpeace na Ucrânia, Polina Kolodiazhna, afirmou em uma palestra realizada em 22/04/2026, no CEUB em Brasília, que a ocupação russa na usina de Zaporizhzhia representa um risco para a humanidade.
“As pessoas que hoje controlam a usina não têm capacidade de operá-la”, diz
Foto gerada por IA Revisada por João Delattre
O Encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil, Oleg Vlasenko, em seu discurso de abertura no CEUB, tenta apresentar que o grau de desapego a vida humana e de hipocrisia do governo soviético na época do acidente de Chernobyl é o mesmo do governo russo da atualidade, ele conta que o exército Russo, de forma totalmente irresponsável, usou a zona de exclusão de Chernobyl como rota para invadir a Ucrânia
“Eles cavaram trincheiras e levaram material radioativo em suas botas”, afirma
A representante da organização investigativa Truth Hounds, Oleksandra Delemenchuk, aproveita a palestra para chamar atenção do avanço de uma campanha de desinformação que tenta atribuir à Ucrânia responsabilidade sobre ataques realizados contra a usina, numa narrativa que busca justificar esforços para retomar o controle das instalações.
Ela afirma que um drone russo atingiu intencionalmente a cobertura do Novo Confinamento Seguro (NSC) da usina de Chernobyl, construído em 2016, com a contribuição de 45 países, inclusive da Rússia. O ataque abriu um buraco de 15 metros na estrutura, provocou incêndio em seu interior e produziu fumaça por 3 meses
A cobertura perdeu o isolamento térmico e os altos níveis de radiação atrapalham a sua restauração. É necessário robôs para a reconstrução do isolamento dentro do sarcófago e se até 2030 não for reconstituída, a estrutura vai ruir
INFRAESTRUTURA DA VIOLÊNCIA
Segundo as autoridades ucranianas os russos trouxeram de volta o conceito de cidades satélites para as regiões do entorno das usinas ocupadas, concentrando a moradia dos trabalhadores das usinas nessas cidades. A administração ocupacional realizada pela estatal Rosatom é uma verdadeira infraestrutura da violência, executando torturas e coerção de funcionários das usinas que colaboram com a Ucrânia
PROVOCAÇÕES NUCLEARES
A porta-voz russa, Maria Zakharova afirmou, durante a ofensiva da russia que tomou Chernobyl e Zaporizhzhia, que o controle das usinas buscava impedir supostas provocações nucleares da Ucrânia e evitar ações de grupos armados. Segundo ela, especialistas russos e ucranianos monitoram as instalações e os níveis de radiação permanecem dentro da normalidade.
"A Rússia está fazendo todo o possível para garantir a segurança adequada dessas instalações”, conclui




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