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Brasília,13/06/2026

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    Universitários afirmam que namoro não afeta rendimento acadêmico

    Estudantes e coordenadora relatam suas experiências com o assunto


    Universitários afirmam que namoro não afeta rendimento acadêmico Imagem gerada por IA

    Estudantes universitários afirmam que relacionamentos amorosos não afetam o rendimento
    acadêmico. De oito alunos entrevistados, apenas três possuem relacionamentos
    atualmente, e três acreditam que possam atrapalhar.

    Esse é o caso de Maria Clara Santos, 18 anos, estudante de Pedagogia, que mantém um
    relacionamento sério há quase três anos com Júlio Cédric, 18 anos, estudante de
    Engenharia de Software.

    (Maria Clara Santos e Júlio Cédric). Fonte: Arquivo Pessoal


    Para ela, os relacionamentos não afetam o desempenho acadêmico. "Com a gente não
    afetou, até porque fazíamos algumas atividades juntos e sabíamos dividir os estudos do
    namoro", completou. Maria conheceu Júlio em 2015, no 2º ano do Ensino Fundamental,
    mas assumiram o namoro em 2024.


    Da mesma opinião compartilha o estudante de Administração Ildo Júnior, de 28 anos, que
    mora com a pessoa com quem se relaciona há oito anos.
    Ildo detalhou suas vivências ao longo dos anos de namoro e explicou alguns fatores para
    que o desgaste não aconteça: "Como eu era piloto e sofri muitos acidentes, tive que fazer
    terapia, fui ao psicólogo, o que acabou repercutindo em tudo".

    As estudantes de Jornalismo Maria Luiza Pinheiro e Hevellyn Cirqueira mantém uma
    opinião neutra: "Depende, se a pessoa souber dividir a vida pessoal da acadêmica".


    Já o estudante de Engenharia Civil, João Victor, de 19 anos, acredita que relacionamentos
    amorosos atrapalham. "Principalmente se for do mesmo curso", afirmou.
    Em entrevista, a coordenadora do curso de Educação Física no CEUB, Auzeni Farias,
    explicou que o relacionamento entre estudantes universitários não costuma ser alvo de
    ações por parte da faculdade, sendo raras as vezes em que houve relatos de professores, e
    que tais situações não aparecem de forma formal.


    A coordenadora também observa que estudantes do Ensino Médio tendem a ter o
    rendimento mais afetado, com base em sua experiência com alunos dessa faixa etária.
    Segundo ela, eles "acabam misturando as coisas" pela falta de maturidade, diferentemente
    dos universitários, que já são adultos.


    Por: Eloá Martins, Guilherme Lobo e Maria Luiza Wanderlei




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