Universitários afirmam que namoro não afeta rendimento acadêmico
Estudantes e coordenadora relatam suas experiências com o assunto
Imagem gerada por IA acadêmico. De oito alunos entrevistados, apenas três possuem relacionamentos
atualmente, e três acreditam que possam atrapalhar.
Esse é o caso de Maria Clara Santos, 18 anos, estudante de Pedagogia, que mantém um
relacionamento sério há quase três anos com Júlio Cédric, 18 anos, estudante de
Engenharia de Software.

(Maria Clara Santos e Júlio Cédric). Fonte: Arquivo Pessoal
Para ela, os relacionamentos não afetam o desempenho acadêmico. "Com a gente não
afetou, até porque fazíamos algumas atividades juntos e sabíamos dividir os estudos do
namoro", completou. Maria conheceu Júlio em 2015, no 2º ano do Ensino Fundamental,
mas assumiram o namoro em 2024.
Da mesma opinião compartilha o estudante de Administração Ildo Júnior, de 28 anos, que
mora com a pessoa com quem se relaciona há oito anos.
Ildo detalhou suas vivências ao longo dos anos de namoro e explicou alguns fatores para
que o desgaste não aconteça: "Como eu era piloto e sofri muitos acidentes, tive que fazer
terapia, fui ao psicólogo, o que acabou repercutindo em tudo".
As estudantes de Jornalismo Maria Luiza Pinheiro e Hevellyn Cirqueira mantém uma
opinião neutra: "Depende, se a pessoa souber dividir a vida pessoal da acadêmica".
Já o estudante de Engenharia Civil, João Victor, de 19 anos, acredita que relacionamentos
amorosos atrapalham. "Principalmente se for do mesmo curso", afirmou.
Em entrevista, a coordenadora do curso de Educação Física no CEUB, Auzeni Farias,
explicou que o relacionamento entre estudantes universitários não costuma ser alvo de
ações por parte da faculdade, sendo raras as vezes em que houve relatos de professores, e
que tais situações não aparecem de forma formal.
A coordenadora também observa que estudantes do Ensino Médio tendem a ter o
rendimento mais afetado, com base em sua experiência com alunos dessa faixa etária.
Segundo ela, eles "acabam misturando as coisas" pela falta de maturidade, diferentemente
dos universitários, que já são adultos.
Por: Eloá Martins, Guilherme Lobo e Maria Luiza Wanderlei



COMENTÁRIOS