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Brasília,12/05/2026

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    “O Menos é Mais só aconteceu porque nasceu em Brasília.” Gustavo Goes relembra início da trajetória do grupo no DF


    “O Menos é Mais só aconteceu porque nasceu em Brasília.” Gustavo Goes relembra início da trajetória do grupo no DF Foto: Ricardo Ribeiro/grupo de pagode Menos é Mais

    Percussionista do Menos é Mais, Gustavo Goes Boaventura de 32 anos, acompanhou de perto a construção de uma das maiores ascensões recentes do pagode brasileiro.

    Presente desde o início, ele relembra o caminho que saiu das rodas em Brasília até a consolidação nacional, uma trajetória marcada por persistência, desafios e pela identidade cultural da capital federal. ’’Não era só tocar por tocar. A gente queria viver da música, começamos do zero, sem estrutura, sem investimento e sem ninguém apostando de verdade, o Menos é Mais só aconteceu porque nasceu em Brasília.” afirmou Goes. 

     O começo de tudo 

    O início da trajetória de Gustavo Goes na música aconteceu ainda na adolescência, muito antes do palco com grandes públicos e reconhecimento nacional. No Distrito Federal, ele deu os primeiros passos: “Eu comecei a tocar muito cedo, com 15 anos”


    O grupo, idealizado em meados de 2016, nasceu a partir da paixão musical compartilhada pelos integrantes. “Não era só tocar por tocar. A gente queria viver da música’’, de acordo com Goes. 


    Mesmo diante de dificuldades e incertezas sobre o futuro, o grupo seguiu no projeto e na ideia de viver da música. “Era um sonho que parecia distante, mas a gente nunca deixou de acreditar. No começo, ainda era um extra, a gente conciliava com outras coisas, trabalho, faculdade…. eu mesmo, trabalhava com jornalismo durante o dia e tocava à noite.’’ disse Goes. 




     Projeção nacional 


    Desde cedo, os integrantes demonstraram iniciativa na criação das próprias oportunidades. Em 2017, começaram em uma festa mensal no Calaf, espaço importante que marcou o início do trabalho e ajudou na formação do público.


    A virada de chave aconteceu em 2019 ,após explodir nas redes sociais o projeto musical ‘’O Churrasquinho’’ gravado em uma roda de samba. Desde então, com ajuda da internet, o grupo passou a viver 100% da música. 


    Pouco a pouco, o Menos é Mais saiu da incerteza e se firmou como um dos principais nomes do cenário nacional.


     Brasília como identidade


    A capital brasileira sustenta a identidade do grupo. Em uma cidade marcada pela diversidade cultural, onde diferentes estilos convivem e se cruzam, a música ganha novas formas e possibilidades.


    “Brasília é um ponto de encontro cultural. Aqui você escuta de tudo, essa mistura se reflete diretamente no som do grupo, a gente cresceu ouvindo vários estilos, e isso nos moldou. Em um cenário onde o público transita entre gêneros com naturalidade, o resultado é uma construção musical que foge do padrão. O público daqui é muito eclético, em outros lugares do Brasil, eu não vejo essa mistura tão forte”, disse Goes



    Mais do que influência, a cidade consolida-se como fator essencial da identidade do grupo e da própria trajetória construída ao longo dos anos.

    “O Menos é Mais nasceu nesse ambiente, essa mistura colocou a gente à frente em vários momentos. Brasília tem uma cultura muito própria dentro do samba e do pagode, existe uma história aqui. Hoje, o Brasil passou a olhar pra cidade de outra forma, e o Menos é Mais é a continuidade dessa história. Quando a gente sobe no palco, leva Brasília junto, e quando volta, faz questão de se reconectar com isso”, afirmou Goes. 


     A cena musical no DF 


    A cena musical vive um momento de evolução em Brasília, com mais visibilidade e espaço para artistas locais. limitações estruturais que antigamente eram enfrentadas. Hoje, a cidade se apresenta como um ambiente ideal para o crescimento de novos projetos.


    Marcado pelo início de outras bandas (Legião Urbana, Capital Inicial, Raimundos…), o Brasil passou a olhar com mais atenção para o Distrito Federal (DF). 


    Para o percussionista, a cena de Brasília atualmente está muito mais aquecida. ‘’Tem muita gente boa surgindo e novos grupos ainda vão ganhar o país.” 


    De Brasília para o Brasil


    O Menos é Mais construiu uma trajetória que ultrapassa a música e carrega com eles a essência de uma cidade que moldou cada etapa do caminho. A representatividade nacional significa muito para o grupo, que desde o início teve a capital como parte central de sua trajetória “Se fosse em outro lugar, talvez a história seria diferente. Brasília não é só origem, é identidade.” afirmou Goes.


    Desde a projeção nacional, o grupo passou a realizar dezenas de shows ao longo dos anos, com uma agenda que percorre diferentes regiões do Brasil. Hoje, o Menos é Mais ultrapassa 4 milhões de seguidores em suas redes sociais, onde divulgam os seus eventos mensais.


    Além disso, o grupo também pensa em novos passos para a carreira, a ideia é gravar um novo projeto no fim do ano, mantendo a conexão com a cidade e com o público local. “Brasília é parte de quem eu sou, é algo que eu nunca vou abandonar. A gente faz questão de gravar nossos projetos aqui. Afirmou Goes. 









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