BRASIL INTEGRA ACORDO ARTEMIS E ESTRUTURA ENTRADA NO PROGRAMA ESPACIAL
Nova economia do espaço redefine cenário global e impacta o Brasil
O Brasil já estrutura sua
inserção no programa espacial por meio de desenvolvimento de capacidades
tecnológicas, desde 2021 o país integra o Acordo Artemis, que reúne mais de 60
nações em torno de princípios para o uso pacífico e sustentável do espaço.
Para Ian Grosner, Procurador-Chefe da Agência Espacial
Brasileira (AEB) e professor de Direito Espacial do Centro Universitário de
Brasília (CEUB), a missão evidencia o papel crescente da cooperação
internacional, indicando espaço para novos participantes.
“O Brasil possui projetos voltados à participação futura no
programa Artemis, com foco em desenvolvimento tecnológico e parcerias
estratégicas. Trata-se de um processo gradual, alinhado às capacidades do nosso
país”, explica.
A missão Artemis II, conduzida pela NASA, marca um novo
capítulo da exploração espacial, mais do que um feito simbólico, a operação
inaugura avanços técnicos, operacionais e geopolíticos que devem redefinir o
cenário global da chamada nova economia do espaço com potenciais impactos
também para o Brasil.
MARCOS DA ARTEMIS II
A NASA volta a fazer missões tripuladas à órbita da Lua, o
que não acontecia desde a década de 1970, consolidando uma nova fase da
exploração espacial internacional; pela primeira vez na história, astronautas
puderam observar diretamente o lado oculto da Lua e amplia o conhecimento
científico sobre o satélite natural da Terra; durante a trajetória, a nave entra
na chamada “esfera de influência” da Lua,
ponto em que a gravidade lunar passa a ser mais forte que a da Terra,
guiando a nave em direção ao satélite; e ao passar pelo lado oculto da Lua, a
espaçonave enfrenta um período de aproximadamente 40 minutos sem comunicação
com a Terra, essencial para validar sistemas e protocolos em condições reais de
missão.




COMENTÁRIOS