Seja bem-vindo
Brasília,12/05/2026

    • A +
    • A -

    Chuva do caju: fenômeno típico no DF traz precipitações durante a seca


    Chuva do caju: fenômeno típico no DF traz precipitações durante a seca Foto: Biggo Alves/Pexels

    *Por Caetano Mota e João Pedro Nogueira

    Brasília passou recentemente por período de chuvas intensas. Mas, quando a temporada de estiagem começa, quem mora na capital sente falta do clima mais úmido.

    Durante o período de seca (principalmente entre agosto e setembro), moradores do Distrito Federal podem se deparar com um fenômeno curioso: chuvas rápidas, localizadas e, algumas vezes, intensas pela região. Popularmente, esse fenômeno é conhecido como “chuva do caju”.

    Especialista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Laísa Faria destaca que, entre os principais fatores para essa chuva, estão o aquecimento intenso da superfície , a presença da umidade em baixos níveis da atmosfera e a própria topografia da região”, afirma.


    No Cerrado

    A chuva do caju é comum no Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal, e costuma ocorrer no fim do período seco, quando o clima começa a transicionar para a estação chuvosa.

    O professor de geografia Flávio Bueno explica que essa chuva comum no Cerrado, especialmente no Planalto Central. Ela marca o fim do desespero da umidade em 10%”, disse.

    Embora seja frequentemente no Centro-Oeste, o fenômeno também ocorre em outras regiões do país, ainda que em períodos diferentes. O geógrafo explica que o fenômeno é ainda mais emblemático na Caatinga, principalmente no Sertão nordestino.

    “Em ambos os biomas, a lógica é a mesma: o despertar da vegetação após meses de estiagem. Em Brasília, podemos ter mais de 100 dias sem chuva, por isso a chuva do caju é sempre vista culturalmente com alegria”.

    Nome popular

    Apesar de ser amplamente conhecida como chuva do caju, o termo “chuva da manga” é popular dependendo da região. A expressão vem do fato de estar ligada à frutificação do caju e da manga no final do clima seco, geralmente entre agosto e setembro.

    Devido a quantidade de mudanças no clima da região, a distribuição das chuvas se torna irregular. Dentre esses fatores, as pancadas isoladas, associadas à chuva do caju, tendem a ocorrer dentro dessa irregularidade, sem indícios do começo da estação chuvosa.

    Segundo o Inmet, a chuva do caju tem apresentado maior variabilidade nos últimos anos. Estudos recentes indicam que mudanças climáticas afetam diretamente o início do período chuvoso e a disponibilidade de umidade na atmosfera, o que pode tornar essas chuvas de transição menos previsíveis.

    Em Brasília, os períodos de seca se estendem a longo do ano, enquanto as épocas de chuva ocorrem de forma concentrada e intensa de curta duração. Esse comportamento é típico do local, o que reforça a instabilidade contínua entre a transição do tempo seco para o chuvoso. 

    Já a urbanização pode favorecer a formação de ilhas do calor, aumentando a convecção local e favorecendo a ocorrência de chuvas isoladas.

    *Supervisão de Luiz Claudio Ferreira




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.