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Brasília,12/05/2026

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    Animais do Cerrado retomam liberdade após tratamento no Zoológico

    Brasília é referência no acolhimento e reabilitação de animais silvestres


    Animais do Cerrado retomam liberdade após tratamento no Zoológico Fotos: Bethânia Cristina

    Queijinho,
    um tamanduá-bandeira, e Farofa, uma onça-parda, ambos animais da fauna do
    Cerrado, estão prestes a retomar a vida em liberdade após meses de cuidados
    intensivos no Hospital Veterinário da Fundação Jardim Zoológico de Brasília
    (Hvet/FJZB). Eles foram enviados de Unaí (MG) para o Hospital Veterinário em
    outubro de 2024 onde passaram por uma jornada intensa de tratamento e
    recuperação.

    O presidente Wallison
    Couto mencionou que esse trabalho
    vai além da manutenção de animais sob cuidados humanos, mas consiste em
    recuperar, proteger e devolver à natureza aqueles que têm condições de viver em
    liberdade.

    “Cada
    devolução representa um passo importante para o equilíbrio da nossa
    biodiversidade”
    ,
    afirmou

    Agora, tanto
    Queijinho como Farofa estão prontos para seguir para a próxima etapa, que é a
    readaptação à vida livre. A médica-veterinária Tânia Junqueira, coordenadora de
    Medicina Veterinária do Zoológico de Brasília diz que houve dedicação e amor. "È
    possível transformar dor em esperança e dar uma nova chance à vida selvagem”.


    Referência


    O Zoológico
    de Brasília reforça seu papel como referência no acolhimento e reabilitação de
    animais silvestres encaminhados exclusivamente por órgãos ambientais. Assim que
    chegam, os animais passam por triagem no Hospital Veterinário, onde são
    submetidos a exames clínicos, laboratoriais e diagnósticos por imagem. A
    unidade, considerada modelo no país, mantém acompanhamento técnico contínuo
    para garantir tratamento adequado a cada espécie.













    Os
    protocolos incluem medicação, suporte nutricional, manejo especializado e
    fisioterapia, especialmente para vítimas de atropelamentos e maus-tratos. Após
    a recuperação, os animais são encaminhados ao IBAMA, responsável por avaliar a
    possibilidade de soltura. Quando não há condições de retorno à natureza, eles
    podem permanecer no Zoológico ou ser destinados a outras instituições
    autorizadas. O público não pode entregar animais diretamente, reforçando que
    todo o fluxo ocorre apenas via órgãos ambientais.




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