Papagaio resgatado pela Polícia Ambiental recebe tratamento no HFAUS
Criação irregular de animais silvestres ainda é uma prática recorrente
Foto cedida pela Ten. Thays Papagaio debilitado, em criação irregular na QR 123, Samambaia,
é resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) nesta
segunda-feira, 13 de abril. O Animal foi encaminhado para tratamento
veterinário especializado no Hospital da Fauna Silvestre (HFAUS) até que a sua
saúde seja restaurada.
A Ten. Thays Gonçalves, chefe da comunicação do BPMA,
afirmou que esse resgate é fruto da operação mais recente realizada na região.

Foto
Cedida pela Ten. Thays
“A gente pega muito caso de papagaio, porque as
pessoas ainda têm esse hábito de fazer a criação irregular de papagaio”, diz
a Tenente
O foco principal das operações de resgate de animais
silvestres é garantir a recuperação da saúde do animal apreendido, reintroduzi-lo,
de forma responsável, na natureza e combater hábitos culturais que prejudicam a
biodiversidade.
“A gente vai esperar que a sua saúde seja restaurada para
ele, aos poucos, ser reintroduzido em seu habitat.”, comenta
Embora a consciência ambiental, no Distrito Federal, tenha
evoluído na última década, a criação irregular de animais silvestres ainda
é uma prática recorrente. Quando as autoridades flagram essa ilegalidade, o
animal é apreendido e o infrator deve responder judicialmente por meio de
um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Regiões próximas a áreas naturais do DF, como Jardim
Botânico e Parque Nacional, concentram mais resgates de animais silvestres, já
que a proximidade do habitat a áreas urbanas aumenta os avistamentos e apesar
de muito variado, dos tipos de animais resgatados, existe maior ocorrência com serpentes,
aves saruês e capivaras.
"Os animais com maior incidência de resgate, geralmente
são serpentes, Jiboia, cascavel, jararaca”, Afirma Ten. Thays
PROCEDIMENTO
A maior parte dos resgates de animais silvestres começa com
ligações ao 190, número oficial da Polícia Militar. Ao receber a ocorrência, a
central coleta dados básicos do comunicante e repassa a situação ao Batalhão
Ambiental, que entra em contato para obter informações detalhadas, como fotos,
vídeos, horário, local e circunstâncias do encontro com o animal.
Com esses dados, a equipe realiza uma triagem para
identificar se o animal é realmente silvestre ou se se trata de um doméstico ou
exótico. Em seguida, a viatura mais próxima é enviada ao local para capturar o
animal e avaliar seu estado físico.
Se o animal estiver saudável, é imediatamente reintroduzido
em seu habitat natural. Caso apresente ferimentos, é encaminhado ao Hospital da
Fauna Silvestre (HFAUS) ou ao Centro de triagem de animais silvestres (CETAS),
do Ibama, onde recebe atendimento veterinário. Após a recuperação, o animal é
devolvido à natureza.

Imagem
produzida por IA revisada por João Delattre




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