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Brasília,26/03/2026

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    PERSPECTIVAS EM CHOQUE AMPLIAM TENSÕES SOBRE ORDENAÇÃO FEMININA NAS IGREJAS


    PERSPECTIVAS EM CHOQUE AMPLIAM TENSÕES SOBRE ORDENAÇÃO FEMININA NAS IGREJAS Foto gerada por IA - ChatGPT

    reconhecimento do ministério pastoral feminino é um dos maiores pontos de dissonância teológica
    entre as igrejas evangélicas, embora a ordenação de Pastoras não seja mais uma
    novidade, afinal,
    a primeira ordenação formal de uma mulher ao
    ministério pastoral, no Brasil, ocorreu em 20 de janeiro de 1974
    , na Igreja Metodista em São Paulo.

    O tema envolve mais do que apenas tensões bíblicas, culturais e institucionais, é polêmico e remete a polarização política vigente hoje no Brasil. As igrejas, de uma forma geral, refletem os desconfortos sociais do país, nesse contexto, podemos entender que há um conflito em andamento, nesse meio, que pode ser um chapéu para pautas relacionados a machismo e misoginia.

    O assunto é tão importante que Augustus Nicodemus Lopes, mestre e doutor em Interpretação Bíblica, com mais de 50 livros publicados, divulgou em 15 de abril de 2025, em seu canal do Youtube, um vídeo intitulado Ordenação
    Feminina à Luz da Palavra de Deus (
    https://www.youtube.com/watch?v=AGyU5fJsymo),
    Apesar de muito bem fundamentado na bíblia e se deter exclusivamente na exegese
    bíblica,
    deixando de lado questões sociológicas e culturais, a defesa de seu ponto de vista aponta estritamente para a limitação da posição de autoridade feminina no âmbito da igreja, enquanto que o entendimento das mensagens bíblicas são direcionadas para a vida em todos os ambientes e não apenas na organização religiosa, demonstrando uma fragilidade fundamental em seus argumentos.

    Por outro lado, temos Professora Pastora Wall Moraes da Ruah! Mestra em Educação pela Universidad Internacional Iberoamericana, Teóloga pelo Instituto Cristão de Pesquisas com pós-graduação em Administração Escolar e Coordenação Pedagógica, atual presidente de honra da Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil, personagem crucial na inclusão do ordenamento de mulheres pastoras na Convenção Evangélica das Assembleias de Deus do Distrito
    Federal
    CEADDIF, instituição essa que conta hoje com
    212 Campos Eclesiásticos e aproximadamente 3.500 igrejas.


    A professora desenvolve com muita propriedade bíblica a defesa do ordenamento feminino; adiciona, a essa discursão, questões legais relacionadas a igualdade de gênero; e flexiona a limitação do reconhecimento da mulher, no meio evangélico, como um dos casos de violência religiosa na igreja. Ela conclui que os pastores, dirigentes de instituições
    evangélicas, não querem perder o espaço de poder e o lugar de fala dentro da
    organização religiosa.

    “Se abrirem o espaço pra nós... nós vamos ocupar esse espaço e com capacidade”, declara

    Entre esses dois polos opostos protagonizados por teólogos altamente qualificados, engajados na defesa de seu ponto de vista bíblico, na busca de justiça social e justiça divina, existe a Pastora Convencional, ordenada graças aos movimentos de avanço social das mulheres dentro e fora da igreja. Essas mulheres, como a pastora Vanessa Vanoni Lima Costa, da Igreja Assembleia de Deus Palavra da Vida, estão focadas no dia a dia de seu ministério e carregam consigo o paradoxo de ocupar espaço de poder ao mesmo tempo em que reconhecem que esse espaço, biblicamente é do homem, que
    vem abdicando, não só na igreja, das suas obrigações de protetor, provedor e
    progenitor, o que leva a sociedade a um caminho de declínio.


    Eu entendo assim, a mulher tem ocupado um espaço, que é um espaço social, que veio se refletindo na igreja, que na sociedade o homem tem se acovardado, não só a mulher ganhou espaço, mas ele também entregou o espaço, ou seja, existe conquista, mas existe uma sobrecarga também”, disse Pra. Vanessa.

     O espaço feminino no cristianismo está longe de atingir
    um consenso, justamente em um lugar em que a soberania não deveria ser nem de
    homens nem de mulheres, mas de Jesus, assim como o arrependimento, o perdão e
    principalmente o amor deveria nortear as relações humanas como está registrado
    nas escrituras.


    “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem-ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor”, conforme está escrito em Efésios 4:15-16




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